São muitos os motivos que levam uma grande corporação a decidir mudar seu nome fantasia. Algumas corporações mudam de nome ainda no início, como o Google, que começou como BackRub. A Amazon chegou muito perto de se chamar Relentless (curiosidade: até hoje o endereço relentless.com te direciona para o site da gigante do varejo). Na maior parte dos casos, é uma decisão comercial, que busca tornar a marca mais abrangente, como a Apple Computer, que virou apenas Apple. Às vezes é uma tentativa de modernizar e até humanizar a marca, como a mudança gradual da Magazine Luiza para Magalu
Mas aqui você vai conhecer casos de marcas muito famosas que não escolheram mudar de nome, mas foram levadas a isso pela falta de planejamento e cuidado na hora de registrar a marca.
Stag Party - Playboy (1953)
A revista, que hoje é sinônimo de um estilo de vida luxurioso e caro, quase teve um nome diferente. Seu fundador, Hugh Hefner, queria que a publicação se chamasse Stag Party (algo como Festa do Solteirão). No entanto, já havia uma revista chamada Stag Magazine, publicada desde 1937, também voltada para homens. Cerca de 1 mês antes da primeira publicação, Hefner recebeu uma carta com uma ameaça de processo por Violação de Marca Registrada e decidiu mudar o nome para Playboy na última hora.
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Andersen Consulting - Accenture (2001)
A multinacional de consultoria costumava ter um nome que deixava muito mais clara qual era sua área de operação. Inicialmente chamada de Andersen Consulting, era uma de várias empresas sob o guarda-chuva da marca Andersen Worldwide. No entanto, quando o empresário Arthur Andersen resolveu migrar também para o ramo de consultoria, as empresas tiveram um conflito de interesses. Após uma batalha legal em 2000, a Accenture saiu vitoriosa e conseguiu mudar seu nome e sair do conglomerado Andersen. Isso acabou sendo um golpe de sorte: Arthur Andersen esteve envolvido em um grande escândalo no ano seguinte e a Andersen Worldwide acabou decretando falência pouco depois. Já a Accenture permanece firme e forte até hoje.
WWF - WWE (2002)
Pandas adoráveis e atletas com muitos músculos e cinturões brilhantes já estiveram envolvidos em uma luta, mas não se preocupe: pandas venceram. No início do século, o acrônimo WWF podia significar World Wrestling Federation (Federação Mundial de Luta) ou World Wildlife Fund (Fundo Mundial para a Vida Selvagem), apesar de existir um acordo legal de 1994 que decidiu que o uso da sigla era exclusivo da organização ambiental. A Federação Mundial de Luta seguiu desrespeitando o acordo até 2001, quando a Corte de Apelações do Reino Unido emitiu uma decisão judicial reforçando a decisão e forçando a Federação a alterar seu nome para World Wrestling Entertainment (Entretenimento Mundial de Luta) ou WWE, como é conhecida até hoje.
Phoenix - Firebird - Firefox (2004)
Um dos primeiros navegadores web a enfrentar o monopólio do Internet Explorer, o Firefox passou por alguns nomes antes de virar a raposinha vermelha que ganhou o mundo. O software, desenvolvido nos colaborativos círculos de open source, liberou sua primeira versão para testes em 2002 com o nome Phoenix. Esse nome precisou ser mudado após problemas de direitos de direitos autorais com a Phoenix Technologies, que também produz softwares de navegação. O novo nome, Firebird, também encontrou problemas, pois já havia um software livre com o mesmo nome. Após pressão da comunidade de software livre, a empresa Mozilla finalmente decidiu pelo nome Firefox por soar parecido com Firebird, ser fácil de lembrar, e ser único. Ah, e claro: estar disponível para registro de marca nos Estados Unidos.
McAfee - Intel Security (2014)
Esse é um caso que não envolveu nenhuma batalha legal, mas que causou uma tremenda dor de cabeça para ambas as partes envolvidas. O programador John McAfee fundou a empresa McAfee Associates> em 1987 e vendeu sua parte nela por U$100 milhões, abandonando qualquer vínculo, exceto seu nome. O problema é que John tornou-se um milionário excêntrico, frequentemente envolvido em escândalos (chegando a ser preso mais de uma vez e até acusado de assassinato!) Em 2010, a empresa McAfee foi comprada pela Intel, e, como acontece na maior parte de empresas adquiridas por grandes corporações, o produto acabou mudando bastante e passou a gerar insatisfação nos consumidores. Isso irritou John, já que a marca era literalmente seu nome e as reclamações acabavam sobrando pra ele. Em 2013, ele fez um vídeo chocante (clique aqui para assistir) incentivando as pessoas a desinstalarem o software, o que levou a Intel a renomear o conjunto de soluções antivírus para Intel Security em 2014. Isso não durou muito: em 2017, a Intel vendeu a maior parte da McAfee para fundos privados e a McAfee voltou a ser uma empresa independente. Todos os produtos que tiveram que passar por um novo rebranding e novas atualizações, que se encerraram em 2019. Deu pra ver que escolher o nome comercial da sua empresa e registrar uma marca pode dar muita confusão, né? Por isso é sempre importante se cercar de profissionais que sabem o que estão fazendo.