Desenho industrial · Móveis & alta decoração

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1º setor em registros de DI no Brasil · WIPO, classes de Locarno

O encosto que o mercado reconhece antes de ler a etiqueta

Um em cada quatro registros de desenho industrial no Brasil é de um móvel — e não é acaso. Quem compra a peça autoral não compra assento: compra autoria. A silhueta que se aponta do outro lado do showroom é o seu patrimônio mais copiável — e o único que pode virar título de até 25 anos.

Cadeira Vega · linha autoral, ed. contínuaDI nº BR 30 ····

A ordem em que o olho compra

A assinatura vem antes da etiqueta

No showroom, na revista de decoração ou no projeto do arquiteto, a peça é reconhecida pela silhueta — o nome do fabricante vem depois, quando vem. No digital é igual: pesquisas de e-commerce apontam que 3 em cada 4 compradores decidem pela imagem do produto, antes do preço e muito antes da marca.

A consequência para o móvel autoral é direta: a sua assinatura visual é o ativo. A marca protege o nome que assina; o desenho industrial protege exatamente aquilo que o olho reconhece — o encosto, o perfil, a curva que fez a peça dar certo.

O olho reconhece

a silhueta atravessa o showroom antes de qualquer etiqueta — é ela que o cliente aponta.

A cópia persegue

o móvel autoral é copiado justamente porque deu certo: a cópia chega depois do sucesso, sobre o seu investimento.

O título consagra

registrada, a assinatura vira exclusividade jurídica — oponível a qualquer peça que a reproduza.

O traço decide a largura do direito

O que se registra numa peça autoral

  • A forma da peça inteira — ou o elemento-assinatura (encosto, pés, braços) isolado em linha contínua
  • O padrão de superfície: palhinha, fresagem, trama — protegível como padrão ornamental
  • O conjunto da linha: luminária, mesa lateral, aparador — cada peça com sua assinatura, todas do mesmo ateliê
📐 Diretriz técnica — Manual de DI do INPI, item 5.3.4: linha contínua é o que se reivindica; tracejada é contexto — e usá-la é renunciar àquela parte. Reivindicar só o encosto-assinatura alcança qualquer peça que o use, com qualquer base. É a cláusula mais importante do seu título, e é desenhada por quem entende de escopo.

Contínua = o encosto reivindicado · tracejada = base em contexto. Quem copiar o encosto infringe, com qualquer pé.

Art. 104 da LPI

A coleção inteira, um só depósito

A lei permite reunir até 20 variações da mesma peça num único pedido — desde que compartilhem a característica distintiva preponderante. Para quem lança coleção, e não peça avulsa, a proteção acompanha o catálogo:

1

pedido de registro para a linha — a cadeira e suas variações de acabamento, tecido e proporção

20

variações protegidas no mesmo depósito, cada uma oponível contra cópia

÷20

o custo por variação despenca: a taxa integral de R$ 350 vira centavos de proteção por peça vendida

O desenho industrial valoriza a peça

No móvel autoral, exclusividade não é adjetivo. É o produto.

O cliente que paga por design paga pela certeza de que aquela peça não está em toda parte. Quando a forma é livre, essa certeza não existe — e a peça briga por centavos com a própria imitação. O registro transforma exclusividade percebida em exclusividade jurídica: licenciável, herdável, lançável em linha premium — e no balanço, como ativo intangível.

Forma livre — a peça comoditizada

R$ 749 → R$ 598

A cópia chega depois do sucesso, o preço vira leilão e o mercado deixa de saber qual é a original — o pior destino possível para uma assinatura.

Forma registrada — a peça consagrada

R$ 749

Até 25 anos de exclusividade sobre a silhueta: sustenta o preço, habilita licenciamento e edições, e retira a cópia do mercado — inclusive do anúncio online.

O calendário do ateliê

Deposite antes de expor

Movelsul, FIMMA, Abup, o showroom novo, o catálogo, o editorial de decoração — toda exposição pública é divulgação, e divulgação dispara o período de graça de 180 dias (art. 96, §3º da LPI). O roteiro elegante é o mesmo do seguro: contratado antes do risco. Expôs sem registrar? Os 180 dias ainda correm a seu favor — mas correm.

Marcos que disparam o relógio:🪑 feira🛋 showroom📖 catálogo📷 editorial🛒 primeiro anúncio
“Cópias não autorizadas prejudicam a competitividade e a integridade do setor.”— Abimóvel, Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário

O setor inteiro conhece o problema. A diferença está entre quem reclama da cópia e quem a torna juridicamente impossível — peça a peça, coleção a coleção.

Sua assinatura merece mais do que a boa-fé do mercado.

Envie as fotos da peça ou da coleção: um advogado define o que vai em traço contínuo, monta o depósito da linha e devolve a proposta fechada — com as taxas do INPI na mesa.

📷 Enviar fotos da coleção

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