Desenho industrial · o registro do formato do produto

Quer “patentear o formato” do seu produto?
O nome disso é desenho industrial.

É o título que protege a forma — a cadeira, a luminária, a garrafa, a sola do chinelo — contra cópia. Sai rápido, custa pouco e vale até 25 anos.

Registro de desenho industrial todo mundo consegue. Um que aguente o dia em que você precisar dele, não.
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pedidos de marca para cada 1 de desenho industrial no INPI — o ativo mais esquecido do Brasil

68%

dos depositantes brasileiros são pessoas físicas ou micro/pequenas empresas — não é coisa de empresa grande

54.585

desenhos industriais em vigor no Brasil protegendo formatos de produto

25 anos

de proteção possível: 10 anos + 3 prorrogações de 5 (art. 108 da LPI)

Fontes: INPI (Boletim Mensal, dez/2025 — 9.872 pedidos de DI × 504.461 de marca) e WIPO (perfil-país Brasil).

O que você compra num registro é decidido no traço

Nas figuras do registro, linha contínua é o que você reivindica; linha tracejada é só contexto — e usar tracejado é abrir mão daquela parte (Manual de Desenho Industrial do INPI, item 5.3.4). Quem decide o que vai em traço contínuo decide a largura do seu direito:

Tudo em linha contínua

Você reivindica a luminária inteira, daquele jeito exato. Basta o concorrente trocar o fio ou a lâmpada para alegar que o produto dele é outro. Direito largo no papel, estreito na prática.

Estratégia

Só o elemento distintivo em contínua

Você reivindica a cúpula facetada — o que torna o produto reconhecível — e o resto vira contexto. Qualquer produto que use aquela cúpula infringe, não importa o fio, a base ou a lâmpada.

É por isso que a prancha de figuras não é burocracia — é a cláusula mais importante do seu título. E é desenhada por quem entende de escopo, não convertida às pressas de um render.

Em qual desses momentos você está?

Cada situação tem um relógio próprio e uma jogada certa. As duas primeiras são as mais urgentes.

“Estão copiando meu produto”

Se você divulgou há menos de 180 dias, ainda dá para registrar — o período de graça existe para isso. E o restante do portfólio deve ser protegido agora, antes da próxima cópia.

Prazo que importa: 180 dias da primeira divulgação

“Meu anúncio caiu no marketplace”

Sem um título registrado, você é sempre o denunciado — nunca o denunciante. Com o registro, a denúncia de cópia passa a jogar a seu favor.

Mercado Livre e Shopee aceitam denúncia com base em DI

“Vou lançar um produto”

O molde, a coleção e o marketing custam muito mais que a taxa do INPI. Registrar antes de mostrar é a forma mais barata de não financiar o concorrente.

Ideal: depositar antes da primeira divulgação

“Fui notificado por um concorrente”

Registro concedido sem exame de mérito é atacável. Antes de recuar, vale examinar a solidez do título de quem notificou — às vezes a melhor defesa é ofensiva.

Responda com análise técnica, não no susto

“Vou expor em feira”

A feira é uma divulgação pública: ela dispara o relógio dos 180 dias. Depositar antes do estande abrir é o roteiro seguro.

Deposite antes da feira — ou conte os 180 dias dela

“Vou licenciar ou vender para o varejo grande”

Comprador sofisticado audita o título. Aqui não basta o protocolo: é o caso clássico de fazer o exame de mérito e chegar à mesa com registro blindado.

Exame de mérito antes da negociação

“Vou captar investimento”

Desenho industrial registrado é ativo intangível no balanço — e sinaliza ao investidor que a empresa trata o próprio produto como propriedade.

Registre antes do valuation, não depois

Já mostrou o produto? Você tem 180 dias.

A lei dá um período de graça: divulgações feitas até 180 dias antes do depósito não destroem a novidade do seu desenho.

Dia 0 — divulgou
feira, anúncio, rede social, loja
Dia 40 — depósito
foi o caso do chinelo Rider: registro salvo pelo STJ
Dia 180 — fim do prazo
depois daqui, a própria divulgação vira anterioridade contra você

STJ, REsp 1.050.659/RJ (Grendene): a divulgação ocorrida 40 dias antes do depósito estava dentro do período de graça — o registro sobreviveu. Não deixe para o dia 179.

O que o concorrente barato não conta

O INPI concede o registro sem examinar se o seu desenho é novo.

Por lei (art. 106), o registro de desenho industrial sai automaticamente após a checagem formal — por isso qualquer serviço barato “consegue” o certificado. O problema aparece depois: um registro não examinado pode ser desmontado pelo concorrente como simples matéria de defesa, na Justiça Estadual, sem nem passar pelo INPI (STJ, REsp 1.843.507/SP). O papel é igual; o título, não.

A resposta é o exame de mérito do art. 111: você pede ao INPI que ateste a novidade e a originalidade do desenho. Custa R$ 355 de taxa e transforma o certificado num título que aguenta briga — é item de linha em toda proposta nossa, nunca surpresa.

Quero um título que segura →

Custos oficiais, sem mistério

Estas são as taxas do INPI — publicadas aqui porque você merece saber antes de conversar. Os honorários da Regify são um valor único, fechado na proposta.

Pedido de registro de desenho industrial (100)
R$ 350
R$ 175
Exame de mérito (novidade e originalidade, art. 111) (103)
R$ 355
50% p/ quem tem direito
Manutenção — 2º quinquênio (129)
R$ 630
R$ 315
Prorrogação do registro (por período de 5 anos) (131)
R$ 840
R$ 420

* Desconto de 50% para pessoas físicas (sem participação em empresa do ramo), MEI, micro e pequenas empresas, ICTs, entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos. Fonte: Tabela de Retribuições do INPI vigente (Portaria GM/MDIC nº 110/2025 e Portaria INPI/PR nº 10/2025), conferida em agosto/2026.

Um em cada quatro registros é de móveis

Se você desenha, fabrica ou importa nestes setores, seus concorrentes já estão registrando:

Mobiliário
24,1%
Brinquedos e artigos esportivos
9,5%
Embalagens
6,8%
Utilidades domésticas
6,8%
Vestuário
6,4%

Participação nos depósitos de desenho industrial no Brasil por classe de Locarno (WIPO, 2024).

As dúvidas de quem chegou até aqui

Isso é patente ou desenho industrial?

Se a inovação está em COMO o produto funciona, é patente. Se está em COMO ELE SE PARECE — o formato, a forma externa, o padrão ornamental —, é desenho industrial. “Patentear o formato do produto”, que é como quase todo mundo procura, tecnicamente é registrar o desenho industrial. É mais rápido e mais barato que patente.

Preciso ter empresa para registrar?

Não. Entre os depositantes brasileiros, 37% são pessoas físicas e mais 31% são MEI, micro ou pequena empresa — mais de dois terços do total. E esses perfis pagam metade da taxa do INPI.

Já divulguei meu produto. Perdi o direito?

Provavelmente não: a lei dá um período de graça de 180 dias a partir da primeira divulgação para você depositar. Foi exatamente isso que salvou o registro do chinelo Rider no STJ — a divulgação tinha ocorrido 40 dias antes do depósito. Mas o relógio está correndo: conte os dias e deposite.

Quanto tempo dura a proteção?

10 anos contados do depósito, prorrogáveis por 3 períodos de 5 anos — até 25 anos no total. E a concessão do registro é rápida: diferentemente da marca, o desenho industrial é concedido automaticamente após o exame formal.

Se o registro sai automático, por que contratar alguém?

Porque o INPI concede sem examinar se o seu desenho é novo e original — e um registro não examinado pode ser desmontado pelo concorrente como simples defesa em processo na Justiça Estadual, sem nem passar pelo INPI. A diferença entre o papel e o título que segura está no que se faz antes (busca de anterioridade, pranchas corretas) e depois (exame de mérito do art. 111). É isso que entregamos.

Serve para derrubar cópia em marketplace?

Mercado Livre (Brand Protection Program) e Shopee aceitam denúncia de violação com base em desenho industrial registrado. Na Amazon, a política de propriedade intelectual reconhece o desenho industrial, mas o Brand Registry em si exige marca registrada — os dois ativos se complementam.

O formato do seu produto é seu.
Documente isso.

Conte o que você fabrica e como anda a divulgação — um advogado responde com o prazo que vale para o seu caso, a estratégia de traço e a proposta fechada.

180 dias é o prazo que mais derruba direitos25 anos de proteção possível68% dos depositantes são PF ou MPE

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